Ser vegetariano pode ajudar a combater as alterações climáticas?

Fonte: Jornal de Negócios  Online

Ser vegetariano pode ajudar a combater as alterações climáticas? Sim, defende o economista Nicholas Stern, autor do famoso Relatório Stern. Não, respondem furiosos os agricultores e os produtores de carne. Antes de responder conheça os argumentos
dos dois lados da questão.

Nicholas Stern, ou melhor Lorde Stern de Brentford, defendeu recentemente que as pessoas deviam optar por uma dieta vegetariana para que o mundo consiga combater as alterações climáticas.

Numa entrevista concedida ao “The Times”, Stern, professor da London School of Economics (LSE), afirmou: “A carne representa uma utilização abusiva de água e cria enormes emissões de CO2. Coloca uma enorme pressão sobre os recursos mundiais. É melhor optar por uma dieta vegetariana”.

As emissões directas de metano de vacas e porcos são uma fonte significativa de gases com efeito de estufa e o metano é 23 vezes mais poderoso do que o dióxido de carbono, sublinha o “The Times”.

As críticas não se fizeram esperar. Os agricultores e os produtores de carne reagiram com raiva e exasperação às palavras de Stern, relata o jornal britânico.

Robert Watson, cientista e conselheiro do Departamento de Assuntos Ambientais, Alimentares e Rurais já esclareceu que impedir as pessoas de comer carne não faz parte da agenda do Governo.

Watson – que não é vegetariano – afirmou que o melhor para a saúde é seguir uma dieta equilibrada. No entanto, Watson concorda com Stern relativamente à necessidade do país reduzir as emissões de CO2.

“Não há dúvida que precisamos de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, não apenas através da forma como produzimos e usamos energia, mas também evitando a deflorestação. A criação de gado emite cerca de 18% de todas a emissões de gases com efeito de estufa”.

Watson defende que é preciso ter em consideração não apenas a criação de gado mas também o seu transporte e armazenamento. A solução não passa por deixar de comer carne, acrescenta o cientista que defende que uma “dieta equilibrada permite reduzir a pegada ambiental”.

O Departamento de Assuntos Ambientais, Alimentares e Rurais pretende reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 11% até 2020. Duncan Fuller, director de pesquisa e desenvolvimento do English Beef and Lamb Executive revelou que actualmente estão a ser desenvolvidos novos regimes de alimentação.

“Quanto melhor for a alimentação, melhor é a digestão e consequentemente são produzidas menos emissões de metano”, explica Fuller.

About Alex Avancini

Alex Avancini é anti-especista e incentivador da ação pelos direitos dos animais não humanos.

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