Nova proposta: Austrália sai em luta pró-baleia

Novas ondas movimentam os planos da Comissão Internacional de Baleias (CIB). Depois do Brasil se pronunciar oficialmente contra a nova proposta de abertura para a caça comercial de baleias e golfinhos, agora é a vez da Austrália vetar o disparate e se comprometer a apresentar uma contraproposta mais vantajosa para o lado animal.

©Greenpeace/Jeremy Sutton-Hibbert2005 ©Greenpeace/Jeremy Sutton-Hibbert2005

Em documento divulgado dia 22 de fevereiro, a CIB propõe a total proibição da caça para fins científicos, mas com a permissão para a caça comercial sob cotas ainda a serem definidas. Quem está do lado das baleias, cobra taxa zero de mortandade. Do outro lado, o Japão, que já afirmou que continuará a caçar para fins ditos científicos, mesmo se a proposta for aprovada.

Hirotaka Akamatsu, ministro da Pesca, Agricultura e Florestas, garantiu a repórteres japoneses que o país está disposto a segurar as negociações até que a Austrália apresente sua nova proposta. A briga entre os dois países é das boas. Recentemente,  a Austrália ameaçou o Japão de levá-lo ao Tribunal Internacional de Justiça caso o país não parasse a matança no Oceano Antártico até o fim deste ano.

Novos episódios estão previstos para até o fim de março.

Brasil ainda é a favor de baleias

Boas e más notícias nos trazem de Brasília. A boa diz respeito à posição oficial do governo brasileiro em relação à caça de baleias: Continuamos contrários. A má é que nem a batalha, muito menos a guerra, serão simples de vencer.
Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos, esteve em reunião com Fábio Vaz Pitaluga, representante do país na Comissão Internacional de Baleias. Foi cobrar uma posição oficial do governo sobre o recente documento apresentado pela CIB, ameaçando a volta da caça comercial de baleias no mundo. Estiveram presentes também representantes do Ministério do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes (ICMBio), Instituto Baleia Jubarte, Baleia Franca, Centro de Conservacion Cetacea-Brasil, Sociedade Protetora dos Animais (WSPA),  Instituto Justiça Ambiental e entre outros.
Segundo o parecer de Brasília, não há nenhum acordo fechado sobre o tema, que ainda será debatido pelos membros da Comissão nas próximas reuniões. Para Pitaluga, apesar dos apelos de países conservacionistas membros do CIB, não há garantias de que a decisão final será favorável às baleias. “Essa é uma pressão  política exercida pelo Japão, que não aceita abrir mão da caça ilimitada de baleias sob o argumento de pesquisa científica”, revela Leandra.
Apesar da previsão de briga no ar, Leandra voltou satisfeita do encontro: “O discurso brasileiro é bom, favorável à conservação”. A próxima reunião do CIB acontece de 02 a 04 de março, na Flórida.

FONTE

About Alex Avancini

Alex Avancini é anti-especista e incentivador da ação pelos direitos dos animais não humanos.

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