Alimentação e Saúde Infantil – Nutrição consciente desde a infância

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Nnos EUA,  3,2% da população é VEGETARIANA. ( The Vegetarian Resource Group )

Não parece, mas é gente pra dedéu!

Segundo a revista Vegetarian Times, no estudo “Vegetarianism in America” , isso dá em torno de 7, 3 milhões de pessoas que não consomem carnes, com um belo percentual das que não tomam leite, passam manteiga no pão, apreciam iogurtes, queijos e afins.

Está bom.  Primeiro porque, quando falamos em “estudo realizado por uma revista americana”, sabemos que não é o mesmo que dizer sobre as dificuldades para que pesquisas de qualquer espécie sejam realizadas no Brasi.

Segundo, porque coloca por terra os argumentos de quem recita o “tem que comer carne… tem que tomar leite… “, como se vegetarianos fossem extraterrestres impossíveis de respirar sobre a terra (aliás, possuem realmente alguma dificuldade pela desinformação em torno deles).

Se assim fosse, como viveria a população da Ìndia, que abriga a maior parte de vegetarianos do mundo todo?

Em sua monografia: “Considerações sobre alimentação complementar com foco em crianças vegetarianas e veganas a partir de uma visão da Nutrição Funcional”, a nutricionista Grasiela Popper expõe os seguintes dados:

Crianças ovolactovegetarianas têm crescimento semelhante ao das não vegetarianas.

Crianças asiáticas vegetarianas nascidas no Reino Unido são maiores que as nascidas na Índia, Paquistão ou Bangladesh, diferença atribuída ao maior acesso a variedade de alimentos e menor incidência de doenças infecciosas (WARRINGTON & STOREY, 1988).

O crescimento de crianças adventistas do sétimo dia, que são vegetarianas, não mostrou diferença em comparação às não vegetarianas.

No entanto, alguns estudos com crianças veganas mostram menor crescimento nos primeiros 5 anos, com maior crescimento próximo aos 10 anos.

A altura é normal em crianças veganas mas há a tendência de terem menor
Índice de Massa Corporal em comparação a crianças que consomem dietas
mistas.

O consumo de produtos de origem animal pode ser estimulante para o
crescimento e é preciso ter equilíbrio no seu uso.

Por exemplo, um quilo de queijo é feito com 10 quilos de leite; além de hormônios e medicamentos dados aos animais, o leite contém insulina, estrogênio, progesterona, testosterona, prolactina e outros hormônios bovinos naturais que ficarão concentrados no queijo além da gordura saturada .

A Associação Dietética Americana e as Dietistas do Canadá informam que dietas veganas e outros tipos de dietas vegetarianas são apropriadas para todos os estágios do ciclo de vida, incluindo a infância (ADA, 2003).

As considerações nutricionais mais discutidas para crianças vegetarianas e veganas são apresentadas abaixo:

Energia

O menor crescimento verificado em algumas crianças vegetarianas com
idade menor que 5 anos pode ser atribuída a baixa ingestão energética.

A ingestão energética de crianças veganas acima de 5 anos é similar àquela de crianças em dieta mista.

Estudo realizado em primatas, que avaliou os efeitos da ingestão calórica sobre a saúde geral, indicou que uma alimentação com mais nutrientes e menos calorias promove não somente tempo de vida maior, como envelhecimento mais lento.

A dieta vegetariana acompanha esta indicação (Messina & Messina, 1996).

Proteínas
Ovolactovegetarianos e veganos alcançam e até excedem as necessidades de proteínas .

Uma metanálise avaliou o equilíbrio de nitrogênio e não encontrou diferenças significativas de acordo com a fonte de proteína utilizada na dieta.

A combinação de fontes vegetais, como cereais, leguminosas, oleaginosas e produtos de soja garantem o equilíbrio da necessidade diária de aminoácidos (INSTITUTE OF MEDICINE, 2002).

Todos os legumes, verduras e grãos contêm todos os aminoácidos essenciais e não essenciais, o que diferencia são as proporções entre eles, por isso a combinação garante a adequação.

Cálcio
Um artigo de revisão que avaliou a densidade óssea de vegetarianos,
concluiu que não há diferenças nos índices de avaliação de saúde óssea entre
ovolactovegetarianos e onívoros.

Outro estudo  concluiu que não há diferenças significativas sobre os índices avaliados, quando o cálcio provém apenas de fontes vegetais ou quando inclui produtos lácteos, apesar da diferença quantitativa de cálcio nas duas dietas.

Estudos mostram que alta quantidade de proteína e baixa de potássio
promovem perda urinária de cálcio retirado do osso para neutralizar o pH
sanguíneo.

O consumo de frutas e vegetais diminui a acidez da dieta e contêm micronutrientes, como o potássio, que protegem a perda de cálcio do osso.

Além disso, quantidades elevadas de sódio(das carnes) também contribuem
negativamente para o balanço de cálcio, por aumentar sua perda pela urina.

Dietas vegetarianas e veganas contêm maiores quantidade de frutas e
outros vegetais que dietas mistas .

Além disso, consomem mais folhas verdes, o que contribui para o aporte de vitamina K .

O consumo de sal é menor, outro fator protetor do metabolismo ósseo.

Ferro
O ferro contido nos vegetais é o ferro não heme, que é mais sensível do
que o ferro heme tanto aos estimuladores quanto aos inibidores de absorção.

O maior inibidor de absorção do ferro é o fitato; outros inibidores incluem cálcio, polifenóis de chás, cacau e café, sais fosfatos, antiácidos, proteína de soja e ovo.

Entre os elementos que favorecem a absorção de ferro estão a vitamina C
e outros ácidos orgânicos de frutas e vegetais, vitamina A e carotenóides.

As recomendações diárias para ferro sugerem, para vegetarianos, uma ingestão 1,8 vezes maior que para não vegetarianos considerando a menor disponibilidade de ferro na dieta vegetariana (INSTITUTE OF MEDICINE, 2001).

Mangels e Messina (2001) sugerem suplementação de ferro de 1 mg por quilograma de peso da criança por dia (1mg/kg de peso/dia) começando entre 4 a 6 meses de idade da criança.

Vegetarianos tendem a ter menores estoques de ferro que onívoros, mas não têm mais incidência de anemia que estes, nos artigos que avaliaram hematócrito, hemoglobina e saturação de transferrina; já os níveis de ferritina se mostraram mais baixos em vegetarianos em 2 de 3 artigos revisados.

Estoques elevados de ferro têm sido relacionados com maior risco para
algumas doenças e as DRIs para ferro recomendam que homens e mulheres, após a menopausa, não recebam ferro suplementado, independente se são vegetarianos ou não.

Porém, isso é vantajoso para os vegetarianos pois o ferro heme foi relacionado com aumento de risco de câncer cólon retal por formação de fatores citotóxicos.

A ferritina elevada foi relacionada com aumento de risco para doença coronariana e a ferritina mais alta com menor sensibilidade à insulina, um ponto positivo para vegetarianos.

Vitamina B12
A vitamina B12 ou cobalamina é sintetizada por bactérias e fungos e
está presente nos alimentos de origem animal como leite e ovos.

O Guia para vegetarianos norte americanos relata que veganos que não
recebem suplementação, não estão providos de vitamina B12, mas os
ovolactovegetarianos sim, desde que tenham uma dieta adequada.

Este guia sugere o consumo de 4 fontes de vitamina B12 ao dia, para gestantes e lactantes, e caso isto não ocorra, sugere a suplementação de 5 a 10mcg diários ou 2000 mcg semanais.

O leite humano tem ligantes para vitamina B12 e ácido fólico, semelhante à lactoferrina, o que confere poder bacteriostático e garante a absorção destas vitaminas.

Estudos indicam que os estoques de vitamina B12 não são acessados
para a manutenção de níveis dessa vitamina no leite materno, assim, é
importante que a lactante vegana ou vegetariana tenha fontes diárias
suficientes (alimentos fortificados), suplemente
esta vitamina.

Na ausência disto, é necessário que o lactente receba suplementação diária de 0,4 mcg até o sexto mês e 0,5 mcg após os 6 meses até 1 ano de idade.

Após 1 ano, alimentos fortificados com vitamina B12 podem servir de fontes desta vitamina.

FONTE

About Alex Avancini

Alex Avancini é anti-especista e incentivador da ação pelos direitos dos animais não humanos.

One comment

  1. Ministério da Saúde

    Olá blogueiro,

    Dê ao seu filho o que há de melhor. Amamente!

    Quando uma mulher fica grávida, ela e todos que estão à sua volta devem se preparar pra oferecer o que há de melhor para o bebê: o leite materno.

    O leite materno é o único alimento que o bebê precisa, até os seis meses. Só depois se deve começar a variar a alimentação.

    A amamentação pode durar até os dois anos ou mais.

    Caso se interesse na divulgação de materiais e informações sobre esse tema, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

    Obrigado pela colaboração!

    Ministério da Saúde

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